Curitiba - A Syngenta Seeds anunciou ontem que impetrou um mandado de segurança contra a desapropriação da estação de pesquisa da empresa em Santa Tereza do Oeste (24 km ao sul de Cascavel). O decreto de desapropriação havia sido publicado pelo Governo do Paraná em 9 de novembro de 2006.
O governo justificou a medida com os argumentos de que pretendia implantar uma área de pesquisa voltada ao desenvolvimento de modelos agrícolas sustentáveis no local e que era necessário proteger o Parque Nacional do Iguaçu, localizado nas cercanias da fazenda. O movimento Via Campesina, que ocupou a área, apontou que a Syngenta fazia testes ilegais com sementes geneticamente modificadas na estação.
A empresa refutou os argumentos do governo. ''Impetramos o mandado de segurança contra esta desapropriação pois acreditamos que existem outros lugares mais adequados na região onde instalações dessa natureza podem ser implantadas'', afirmou Pedro Rugeroni, diretor geral da Syngenta Seeds no Brasil, em comunicado à imprensa.
A Syngenta alegou que desde o início das operações na região, em 1986, sempre obteve a documentação e as autorizações para realizar atividades de pesquisa e desenvolvimento. A empresa também informou que em novembro de 2006 a Procuradoria Pública Federal anunciou que a companhia cumpria todas as exigências legais e regulamentares na estação de pesquisa e que havia sido suspenso o inquérito civil público.
O procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, afirmou ontem que não tinha informações sobre o mandado de segurança e que por isso não iria se pronunciar. A Casa Civil informou que até o final desta semana irá divulgar o valor da desapropriação a ser pago à Syngenta.

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