Sybase aposta em Internet no ano 2000
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quarta-feira, 27 de outubro de 1999
Por Renata de Freitas 
São Paulo, 28 (AE) - O mercado brasileiro de soluções de business intelligence e comércio eletrônico deve ter uma grande expansão no ano 2000, avaliou o diretor-geral da Sybase, José Eduardo de Faria. A empresa americana fornecedora de soluções de bancos de dados e conectividade está no País há sete anos e já conseguiu a liderança no segmento de computação móvel e remota.
Segundo Faria, a receita da empresa deve crescer entre 20% e 30% no ano 2000. O faturamento de 1998 da Sybase do Brasil foi de US$ 31 milhões, mas para este ano a projeção de crescimento é mais conservadora - entre 10% e 15% - em parte por causa do bug do milênio. "Muitos clientes já tinham falado que iam diminuir o ritmo de compras", afirmou Faria.
Ele avalia que a virada do ano possa trazer alguns "inconvenientes" em decorrência de sistemas não atualizados. O bug do milênio é um erro de leitura da passagem para o ano 2000, quandos os computadores leriam a data como 1900. "A interligação e interdependência dos sistemas faz prever que haverá inconveniências", afirmou.
Segundo Faria, os projetos que foram congelados na expectativa do que acontecerá na virada do ano só serão retomados em março. "A partir de março haverá uma retomada muito vigorosa na área de tecnologia", disse. Para o diretor-geral da Sybase no Brasil, o incremento da participação do capital estrangeiro acirra a busca pela competitividade. "Vai haver briga de foice", afirmou.
O segmento tecnológico de maior crescimento será o business intelligence (data warehouse e softwares de gestão como os CRMs), que possibilita maior conhecimento do cliente e do negócio. Depois, a Internet. "O comércio eletrônico vai explodir no ano 2000", declarou Faria. Apostando no mercado de Internet, a Sybase acaba de lançar um kit start-up para os iniciantes na rede, com preços que começam nos US$ 10 mil.
No Brasil, a Sybase é líder no segmento de computação móvel, com uma solução de bancos de dados Anywhere, que permite armazenamento e sincronização automática. Segundo Faria, a computação móvel registra crescimento no mundo de 39%, graças aos custos menores dos equipamentos e meios de comunicação. Os segmentos mais avançados no uso da computação móvel são o varejo e a indústria de seguros.


