São Paulo, 18 (AE) - O Grupo Suzano deverá concentrar suas atividades petroquímicas na Pólo Gás, no Rio de Janeiro, onde é sócio com a Unipar em 50% da Rio Polímeros, a holding que controlará investimentos de US$ 900 milhões no País. A informação é de Ademar Magon, diretor financeiro do grupo, "que está tomando essa postura como colaboração ao processo de reestruturação do setor petroquímico do País".
Magon explicou que poderá vender sua participação no Pólo Petroquímico do Nordeste, não por causa dos recursos que receberá das vendas, mas por entender que haverá uma concentração do setor em pólos geográficos diferentes. Para ele
"essa parece ser a nova configuração do setor petroquímico". "Se perguntarem se queremos vender a participação que temos na Politeno, diremos que não. Mas, se aparecer uma boa oferta poderemos vender, sem dúvida alguma."
O diretor financeiro não comenta a possibilidade de vender o investimento em Mauá, no ABC, com a Montell - companhia controlada pela Shell -, onde será implantada uma fábrica da Polibrasil, fabricante de polipropileno. Mas, garante que estará concluída, dentro de alguns dias, a venda da Bracraft, produtora de papel higiênico, para a Klabin/Kimberly. "Isso faz parte de nossa reestruturação", disse Magon. A Bracraft tem um ativo de R$ 38 milhões.
O Grupo Suzano deve ficar apenas com as atividades consideradas foco de atuação como: o papel report, cartão e papel couchê revestido. "Vamos seguir à risca todo o processo de reestruturação anunciado com a criação da unidade de negócios Suzano Papel e com a Companhia Suzano de Papel e Celulose, que passa a ser a holding do Grupo.", explicou Magon.
A Suzano está exportando seus papéis com maior valor agregado. Mais de 1 milhão de toneladas de papel serão exportadas em 99, um recorde para o Grupo. A Suzano fechou o trimestre em 30 de setembro com um lucro de R$ 84,9 milhões, no mesmo período em 1998, o lucro havia sido de R$ 2,3 milhões. "Um bom resultado dentro do esperado", concluiu Magon.

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