Suzano Celulose e Papel investirá US$ 235 milhões até 2003
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terça-feira, 07 de dezembro de 1999
Por Viviane Mottin 
São Paulo, 07 (AE) - A Companhia Suzano de Papel e Celulose pretende investir US$ 35 milhões no próximo ano e mais US$ 200 milhões, de 2001 a 2003. A maior parte dos investimentos será no aumento de produção, disse o diretor executivo da empresa, Adhemar Magon. E as perspectivas são as melhores possíveis. O preço da tonelada da celulose no mercado mundial hoje é de US$ 590, mas em janeiro de 2000 saltará para US$ 620. Isso porque os estoques da commodities estão em queda: em 1995, superavam os 2 milhões de toneladas (t); neste ano, deverá fechar em 1,149 milhão t.
Do total a ser investido, uma parte é capital próprio, outra, captada no BNDES e uma menor no exterior. A aposta da Suzano Papel e Celulose é no aumento da demanda e a procura por produtos com melhor qualidade pelo consumidor no mercado interno. Desde 1964, quando a indústria começou a exportar, a variação dessa conta sobre o total das vendas sempre foi de 17% a 27%. Este ano, a estimativa de fechamento de vendas totais é de 1,544 milhões t, incluindo o mix de produtos (celulose, papel para impressão, papel couché, papel cartão, kraftliner/testliner
caixa de papelão ondulado e multipack).
Para manter o mercado interno abastecido, a estratégia imediata da Suzano será o aumento de produção em 50 mil t/ano de papel cartão, cuja capacidade instalada hoje é para 180 mil t/ano. E o incremento de produção de papel couché em 25 mil t/ano - hoje, a capacidade é de 75 mil t/ano. Nesses dois casos, a questão poderá ser resolvida com o melhor aproveitamento da unidade de celulose e a expansão de linhas de produção dos papéis. Para se ter idéia do quanto ainda o mercado nacional pode crescer, disse Magon, nos Estados Unidos e na Europa, o consumo per capita de papel é dez vezes maior do que no Brasil.


