Suzane acusa namorado em interrogatório
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quarta-feira, 04 de dezembro de 2002
Agência Estado 
São Paulo - O ''amor'' de Suzane Louise von Richthofen, 19 anos, por seu namorado, Daniel Cravinhos de Paula e Silva, 21, que a levou a assassinar os pais, não resistiu aos primeiros 34 dias de cadeia. O interrogatório dos assassinos do casal Manfred Albert e Marisia von Richthofen na tarde de ontem, no Tribunal do Júri, foi um verdadeiro jogo de empurra. ''Ele foi plantando uma semente em mim. Ou eu ficava com ele sem meus pais, ou ficava com meus pais, mas sem ele'', disse Suzane. ''Ela veio dizendo que queria matar os pais. Eu disse pra ela: pára com isso. Isso é uma loucura'', afirmou Daniel.
Suzane, Daniel e o irmão dele Christian, de 26 anos, foram interrogados juiz Alberto Anderson Filho, presidente do 1º Tribunal do Júri. Os depoimentos foram os primeiros passos do processo por duplo homicídio triplamente qualificado movido pelo Ministério Público Estadual (MPE) contra os três. Suzane foi a primeira a depor. O choro inicial da acusada deu lugar a uma história contada em 55 minutos de forma cronológica, rica em detalhes e com frases de efeito: ''Hoje percebo que pai e mãe são tudo. Eles sempre têm razão no que falam'' ou ''Estou muito arrependida de tudo que aconteceu. Tenho muitas saudades de meus pais'' ou ainda ''Daniel, que dizia ser o príncipe encantado, só trouxe coisas ruins para mim.''
Daniel e Christian acusaram Suzane de ter tido a idéia do crime. ''Depois que caímos na realidade, tudo já estava feito. Tomamos a atitude mais cruel'', disse Daniel em seu depoimento, que durou 34 minutos. ''Um dia, perguntei pra Suzane: o que te leva a querer matar seus pais?'', afirmou Christian, que negou ter participado do crime por dinheiro.


