Sussuquinha nega ter pago por fuga
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sexta-feira, 08 de agosto de 2003
Agência Folha 
Rio de Janeiro - A delegada Evanora Moraes, da 4 Delegacia de Polícia (Central do Brasil) no Rio de Janeiro, chegou ontem à capital paulista para ouvir o traficante e sequestrador fluminense Cláudio Roberto Moreira Pacheco, o Sussuquinha, preso na tarde de quinta-feira em São Paulo, acusado de comandar um sequestro na cidade.
Após ouvi-lo, a delegada declarou que não divulgaria informações sobre o depoimento que durou das 14h30 às 18h30 antes de conversar com o Secretário de Segurança Pública do Rio, Anthony Garotinho. Ainda na noite de ontem, Sussuquinha seria levado à Penitenciária do Estado.
À polícia paulista, informou o delegado Wagner Giudice, diretor da DAS (Divisão Anti-Sequestro), Sussuquinha afirmou que conseguiu fugir, em 29 de maio, pela porta da frente do Batalhão de Choque da Polícia Militar (centro do Rio), aproveitando um descuido de um policial. O criminoso negou ter pago para escapar há suspeitas de que ele teria pago R$ 700 mil. Segundo Giudice, que duvida da veracidade das informações, Sussuquinha teria dito que monitorou a segurança do presídio e notou que havia um policial mais relapso. Ele teria aproveitado a negligência desse policial para fugir.
De acordo com a assessoria da Secretaria de Segurança do Rio, Sussuquinha deverá permanecer em São Paulo, já que foi preso em flagrante pelo sequestro.
Sussuquinha foi preso numa estação de metrô, pelo sequestro do empresário F.P.E., 73 anos, dono de um hotel. O resgate de US$ 500 mil que, segundo a polícia, estava sendo exigido, não chegou a ser pago.


