Representantes de sindicatos ligados ao setor de transportes rodoviários conseguiram suspender a decisão do Conselho Nacional de Transporte (Contran), que obrigava a colocação de faixas reflexivas em caminhões a partir de hoje. Os sindicalistas reivindicaram, junto ao Ministério da Justiça, a exclusão de ônibus na medida. Também exigiram um prazo de, no mínimo, cinco anos para o uso do equipamento.
‘‘Não sou contra a utilização das faixas. Elas trazem mais segurança nas estradas. Mas não é justo que apenas os caminhões tenham que utilizá-la’’, reclama Walmor Weiss, presidente da Federação das Empresas de Tranportes de Carga do Paraná (Fetranspar).
O presidente da Fetranspar afirma que o custo do equipamento é alto demais. ‘‘Custa uns R$ 450,00. Imagina quanto deve gastar o dono de uma empresa que tenha 200, 300 caminhões.’’
Walmor Weiss afirma que a federação irá pressionar o Contran para que torne obrigatória a colocação do equipamento nos veículos novos ainda nas fábricas.
De acordo com decisão do presidente do Contran, a obrigatoriedade do equipamento está suspensa até que haja um parecer técnico da Câmara Temática de Assuntos Veiculares do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

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