Curitiba - O órgão especial do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) concedeu ontem liminar suspendendo temporariamente o julgamento sobre a revogação da licença de procurador de Cid Vasques, atual secretário estadual de Segurança Pública. A análise do caso seria realizada hoje de manhã pelo Conselho Superior do Ministério Público do Paraná (CSMP).
O pedido de revogação foi feito pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do MPPR, no final do mês passado. Na época foi divulgada a implantação de um sistema de rodízio para substituir, a cada dois anos, os 37 policiais militares cedidos ao Gaeco. O órgão se manifestou contrário à decisão, destacando que "a medida iria obstruir ações de investigação".
Para conceder a liminar, o desembargador José Augusto Nunes Aniceto destacou, em seu despacho, que o prazo entre a entrega da defesa (prevista para ontem) e o julgamento do Conselho (hoje de manhã) não está dentro do que determina o regimento interno do MPPR. Ele ressalta que o prazo mínimo de entrega seria de 72 horas. O MPPR, por meio de nota oficial, informou que o procedimento será redistribuído, marcando-se nova data para o julgamento.
Entretanto, a análise do pedido do Gaeco já será feita por novos membros do CSMP. Eles tomam posse amanhã. Na tarde de ontem a Sesp confirmou que o secretário já entregou sua defesa ao Conselho, mas afirmou que não se manifesta sobre a decisão judicial.
O coordenador geral do Gaeco no Paraná, Leonir Batisti, adiantou que os promotores não concordam com a medida anunciada pela Sesp, e que não vão aceitar o rodízio de policiais. A justificativa da Sesp para a mudança nos quadros é que isso proporcionaria oportunidades de experiência a outros policiais. Conforme a pasta, o Gaeco teria dez dias para se manifestar a respeito da decisão.

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