Suspensas mudanças na Zona Azul
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segunda-feira, 20 de maio de 2013
Danilo Marconi<br>Reportagem Local 
Londrina A Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel) suspendeu as mudanças previamente anunciadas na Zona Azul a principal delas é a retomada da carência de 15 minutos. As polêmicas foram tema de audiência pública ontem na Câmara Municipal.
Os diretores da Epesmel foram sabatinados por mais de duas horas, já que tramita nas comissões internas da Casa um projeto de lei estabelecendo a tolerância. "É de interesse público a manutenção dos 15 minutos na região central da cidade. A preocupação é garantir o fluxo de pessoas seja para um depósito bancário, entrega rápida, procura por remédio em farmácias", justificou o autor da matéria, Jamil Janene (PP).
Outro ponto bastante discutido foi a falta de resgate dos créditos adicionados nos novos parquímetros. "Isso é uma injustiça para com o cidadão que não pode ficar pagando a mais pelo serviço. A atual cobrança vai contra o estabelecido pelo Código de Defesa do Consumidor", observou o vereador Mario Takahashi (PV).
Péricles Deliberador (PMN) defendeu a suspensão da cobrança até a regularização da situação. "Há que existir mecanismo para devolução da diferença (paga). Se não tem, o consumidor não pode ser lesado com o serviço prestado, ele tem o direito de ser restituído do valor. Se eles não têm condições imediatas de devolver o crédito, então que suspendam a cobrança do produto até que seja definida essa situação."
A Epesmel, que havia implantado o sistema eletrônico em 2011, justificou que não pode desistir da cobrança. A receita obtida pela Zona Azul financia 70% dos trabalhos sociais da entidade, que atende 620 jovens.
"Entramos em contato com o fornecedor desses parquímetros e eles estão estudando mudanças, devolução dos créditos não utilizados. A tolerância está sendo observada", explicou o coordenador da Zona Azul, Wellington Marcati.
A Epesmel apresentou balanço comprovando a ineficácia do parquímetro - apenas 18% dos usuários aderiram ao sistema de bótons - e que apresentou diversas falhas de cobrança. Falhas estas que ocasionaram a queda brusca da arrecadação. A entidade arrecadou ano passado R$ 2,9 milhões, ante despesa de R$ 3,1 milhões.
"Fizemos levantamento só com pessoas que ultrapassavam o período de tolerância e 105 mil veículos deixaram de fazer o pagamento da tarifa. Financeiramente passa dos R$ 60 mil mensais, perto de R$ 720 mil no ano", observou Marcati.
Reajuste
A Epesmel protocolou dois pedidos de reajuste da tarifa nos últimos 15 meses junto a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Os preços estão congelados há três anos. O pleito foi para recomposição da inflação, pouco mais de 16%, índice que elevaria a tarifa para R$ 0,72 por meia hora.
A CMTU confirma a demanda. No entanto, por meio de nota, justifica que o momento é de melhorar o serviço prestado e não de recompor a tarifa.


