Suspensão da coleta seletiva em vários bairros levou a retrocessos na área ambiental
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terça-feira, 27 de março de 2012
Redação FolhaWeb 
A próxima semana será de retomada de um dever de casa que, a contragosto, muitos londrinenses deixaram de lado nos últimos meses. Com a assinatura de contrato, na última sexta-feira, entre a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e a Ecosystem Serviços Urbanos Ltda., de São José dos Pinhais, os serviços de coleta e transbordo do lixo reciclável serão retomados em 55 mil residências e condomínios de várias regiões da cidade. A contratação do serviço só foi possível depois que o Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná cassou liminar que proibia a Ecosystem de firmar contrato com o poder público.
A empresa tem prazo de 30 dias para iniciar a coleta, mas, pela urgência, deve começar já a partir da próxima segunda-feira. De acordo com a CMTU, entre ontem e hoje está sendo definido o calendário de coleta, de acordo com o bairro. Cada região deverá receber o serviço uma vez por semana. Nos próximos dias o calendário será divulgado à população.
Além da Ecosystem, continuarão responsáveis pela coleta e transbordo dos recicláveis a Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis e de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Londrina (Coopersil) e Regional de Coleta Seletiva e Reciclagem da Região Metropolitana de Londrina (Cooprelon). Juntas, empresa e cooperativas deverão cobrir 100% do município com a coleta seletiva.
A normalização do serviço será um alívio para quem vinha convivendo com o acúmulo de embalagens, papéis, plásticos, garrafas e outros materiais no quintal. ''Fico indignada com o que está acontecendo. Me recuso a misturar os resíduos orgânicos aos recicláveis, por isso estou acumulando lixo em casa. É um retrocesso. Fala-se tanto na preservação do meio ambiente, mas, na prática, não funciona. Estamos enfrentando problemas há vários meses, porém ultimamente a coisa se agravou'', desabafou na semana passada a secretária Cristina Eliane Jans. Ela mora a uma quadra da sede da CMTU e já não sabe mais o que fazer para conseguir que o lixo do condomínio onde mora seja recolhido.
Leia mais na reportagem de Silvana Leão
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