Curitiba- Os cerca de 1,7 mil servidores da Justiça do Trabalho Paraná suspenderam temporariamente a greve e voltam as atividades na próxima segunda-feira. A decisão foi tomada em assembléia realizada pelo Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho do Paraná (Sinjutra), ontem à tarde, embora o plano que estrutura a carreira do Judiciário federal ainda não tenha sido aprovado motivo da greve. De acordo com José Padilha, nomeado integrante do comando de greve, o governo federal fez um acordo com o Supremo Tribunal Federal, nesta semana, de que não colocará impedimento para a aprovação do plano de cargos e carreiras dos servidores.
Caso não seja cumprido o compromisso até o dia 1º de agosto, os servidores voltam a paralisar os serviços, segundo Padilha. ''No dia 27 de junho, o ministro (do Planejamento) Paulo Bernardo encaminhou um ofício para o líder do Governo na Câmara, o deputado Arlindo Schnaglia, informando a posição do governo federal. Caso não aprovem dentro deste prazo, retornaremos à greve'', disse ele. A paralisação começou dia 17 de maio e teve a adesão de 68 das 77 varas do Estado, e que no País, 24 Estados participaram. Neste período ficaram comprometidas as atividades de atendimento ao público, audiências e protocolo de petições, por exemplo.
Dentre os pontos do plano de estruturação dos servidores, destaque para criar um quadro único de servidores judiciários, reunindo os servidores das Justiças do Trabalho, Eleitoral, Militar e Federal que hoje são quadros distintos. Além disso, o projeto estabelece que 80% dos cargos da Justiça Federal tenha ocupação mediante concurso público, já que hoje não existe um percentual definido. A reestrturação prevê também que a regra antinepotismo seja transformada em lei e define o funcionamento e as atividades de cada cargo dentro do Judiciário federal.

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