Suspeitos do caso Amanda podem ser soltos
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Os dois homens presos em Londrina sob suspeita de envolvimento no assassinato da universitária Amanda Rossi, 22 anos, podem ser soltos a qualquer momento. A FOLHA apurou que o prazo de 30 dias da prisão temporária terminou à meia-noite de ontem e não havia sido protocolado nenhum pedido de prorrogação até o final do expediente forense. A medida é extensiva também a mulher presa sob suspeita de participação no crime.
O advogado Laércio dos Santos Luz protocolou ontem pedido de alvará de soltura na 1ªVara Criminal em favor de Luiz Vieira Rocha, 34, e Alan Aparecido Henrique, 29, que estão presos desde o dia 22 de dezembro no Centro de Detenção e Ressocialização (CDR). Os dois só poderiam ser mantidos encarcerados caso o responsável pelas investigações, delegado Ernandes Cezar Alves, tivesse protocolado um pedido de prorrogação por mais 30 dias da prisão temporária, o que não havia sido feito até o fechamento do cartório da 1ªVara Criminal. O CDR também não havia recebido nenhuma ordem para manter os suspeitos presos ou para liberá-los até o início da noite.
Advogados criminais consultados explicaram que o prazo da prisão temporária começa a correr no momento do cumprimento do mandado e que a ordem de prorrogação tem que chegar ao estabelecimento prisional antes de vencer este prazo. Caso contrário, a unidade deve libertar imediatamente o preso, porque ninguém pode ser privado da liberdade sem haver uma ordem judicial.
O delegado foi contatado por telefone mas reafirmou que não poderia comentar o assunto porque as investigações correm em segredo de justiça. Mesmo argumento usou o advogado dos suspeitos, que também não deu entrevista. Na semana passada, Laércio ingressou com pedidos de habeas corpus em favor de seus clientes no Tribunal de Justiça, que ainda não foram julgados. Um primeiro pedido de revogação da prisão, protocolado por ele cerca de dez dias após a detenção, foi negado pela 1ªVara Criminal.
Rocha e Henrique foram apontados pela mulher que está presa na carceragem feminina do 3º Distrito Policial como sendo as pessoas que teriam sido contratadas por R$ 3 mil por uma professora da Unopar para matar Amanda, que cursava Educação Física na instituição. A estudante foi encontrada no campus do Jardim Piza em 29 de outubro de 2007. Ela havia desaparecido dois dias antes, durante um festival de dança no local.


