Campinas, SP, 26 (AE) - Três homens suspeitos de integrar a quadrilha que libertou 22 presos do 4º Distrito Policial de Campinas, a 90 quilômetros de São Paulo, na madrugada de ontem (25), foram mortos no final da noite, em Sumaré (SP), num tiroteio com a polícia. Um dos detentos resgatados estava com os suspeitos e também morreu. As vítimas são Marcelo Aniceto, Eduardo Lima e o preso Antônio Carlos Muraro, o Ferrugem. Muraro fi preso quarta-feira (24), acusado de assaltar o promotor de Justiça José Herbert Teixeira Mendes. A polícia acredita que ele era um dos alvos do resgate. Um dos mortos continua sem identificação. Os outros integrantes da quadrilha conseguiram escapar.
A quadrilha ocupava uma casa na Rua Um, do bairro Matão, em Sumaré. Moradores estranharam a movimentação no local e, por volta das 22 horas, avisaram a polícia. Quando os policiais chegaram, foram recebidos à bala pelo bando, formado por cerca de 15 integrante. Durante o tiroteio, a maioria deles conseguiu escapar, usando dois carros.
"Não temos nenhuma dúvida de que se trata da quadrilha que invadiu a delegacia", afirmou hoje o delegado seccional de Campinas, Josué Ferreira Ribeiro. Segundo ele, 28 policiais participaram do cerco aos criminosos. As buscas continuaram durante a madrugada e manhã de hoje, mas até o início da tarde nenhum dos fugitivos havia sido preso. O chefe da quadrilha, segundo o delegado, é conhecido como Raé, acusado de vários homicídios na região.
Na casa ocupada pelos criminosos, a polícia apreendeu três pistolas automáticas, um revólver calibre 38, três celulares e 31 papelotes de cocaína. Na fuga, os outros integrantes da quadrilha conseguiram levar várias armas de grosso calibre. De acordo com Ribeiro, o bando é formado por criminosos de alta periculosidade. Resgate - A ação da quadrilha que invadiu a delegacia na madrugada de quinta-feira foi considerado uma das mais ousadas e violentas. Encapuzados e armados com fuzis e metralhadoras, os integrantes do bando surpreenderam 12 policiais e cinco pessoas que estavam no local registrando boletins de ocorrência. Em seguida, estouraram a tiros os cadeados das celas e libertaram 22 dos 174 presos que estavam na cadeia.

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