O delegado-chefe da 8ª Subdivisão Policial de Paranavaí Luiz Norberto Canhoto liberou os três suspeitos da morte do sem-terra Eduardo Anghinoni, irmão do líder do MST em Querência do Norte (a 113 km de Paranavaí) Celso Anghinoni. Eduardo foi assassinado em Querência com tiros de revólver calibre 38 no dia 29 de março deste ano. Os suspeitos foram presos no dia 22 de abril.
Os três foram presos por força de mandado de prisão temporária de dez dias. ‘‘Como eu achei pouco o tempo para poder trabalhar no inquérito com tranquilidade, achei melhor liberar os suspeitos ao invés de pedir uma nova preventiva’’, disse Canhoto. Eles foram soltos há oito dias.
Osni Sanches, de 43 anos, já foi eliminado da lista de suspeitos pelo delegado. ‘‘Sabemos que ele tem uma empresa de vigilância e que contrata seguranças para fazendas, mas não tem nada a ver com este crime’’. Segundo Canhoto, os outros dois (Ivo Lopes Furquim, 50 anos, e Jair Firmino Borracha, 55) são so principais suspeitos da morte de Eduardo.
Hoje deve sair o laudo da Criminalística sobre a perícia pedida por Canhoto nos dois revólveres calibre 38 encontrados com Furquim e Borracha. ‘‘Pedi também a quebra do sigilo bancário e telefônico do Furquim, que deve sair ainda neste mês’’, acrescentou Canhoto.
Na casa de Furquim, em Paranavaí, os policiais encontraram uma carabina 22, duas espingardas calibre 12 e um revólver 38. Em São João do Caiuá, na casa de Borracha, foi encontrado outro revólver 38. Ele foi visto cerca de uma hora antes do assassinato rondando o assentamento Pontal do Tigre, em Querência, onde Eduardo foi morto. Testemunha reconheceu Borracha através de retrato falado. Furquim foi reconhecido como sendo o homem que fez perguntas sobre Eduardo na região no dia do assassinato.
Borracha e Sanches já respondem a inquérito pelo assassinato do sem-terra Sebastião Camargo Filho, 61 anos, no dia 7 de fevereiro deste ano. ‘‘Sanches teria contratado Borracha para matar Sebastião’’, disse Canhoto.
A coordenação do MST em Querência do Norte já sabia da liberação dos três suspeitos. Hoje, os advogados do movimento devem entrar no Fórum de Loanda com pedido de habeas-corpus para os 17 sem-terra presos na última sexta-feira durante a desocupação de seis fazendas na região. -

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