Suspeitos de crime forneceram armas a assessores de deputado
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 1999
Por Ricardo Rodrigues 
Maceió, 11 (AE) - Os dois suspeitos do assassinato da deputada federal Ceci Cunha confessaram à Polícia Federal em Alagoas que forneceram armas para os assessores do deputado federal Talvane Albuquerque (PTN), antes do crime. Presos na terça-feira no Maranhão e trazidos para Maceió, José e Joel Alexandre dos Santos foram interrogados por mais de seis horas pelo delegado Paulo Brás, que preside o inquérito sobre o caso Ceci. A polícia investiga agora se as armas fornecidas aos assessores de Talvane foram utilizadas na chacina. Além da deputada, foram mortos três familiares.
Hoje, em Maceió, o ministro da Justiça, Renan Calheiros, disse que a prisão de José e Joel significa que a polícia está apertando o cerco aos assassinos da deputada. Segundo o ministro
o caso está praticamente esclarecido. Calheiros não tem dúvida quanto ao envolvimento de Albuquerque no crime. "É um precedente terrível: pela primeira vez na história um suplente assassina uma deputada para ocupar a sua vaga na Câmara Federal", afirmou o ministro, acrescentando que Albuquerque terá o mandato cassado.
Segundo o diretor geral da Polícia Federal, Vicente Chelotti, a polícia está tendo dificuldade em concluir o inquérito sobre o caso Ceci porque os assessores de Albuquerque só querem falar em juízo. "Eles receberam instruções neste sentido e não revelaram sequer onde enterraram os coletes à prova de bala que compraram antes do crime", afirmou Chelotti, que acompanhou o ministro na visita em Maceió. Na oportunidade, foi assinado um convênio de cooperação em ações na área de segurança pública entre o Estado e o Ministério da Justiça.


