Suspeitos de chacina, PMs apresentam-se à polícia
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terça-feira, 29 de julho de 2014
Roger Pereira<br>Reportagem Local 
Curitiba - Os dois policiais militares acusados de participação na chacina que deixou quatro mortos na Vila Osternack, em Curitiba, no mês de junho, se entregaram ontem à polícia. Após saberem que estavam sendo procurados, apontados como os principais suspeitos do crime, eles decidiram, orientados pelo advogado Cláudio Dalledone, apresentarem-se à Justiça. Os PMs são apontados por testemunhas como possíveis atiradores responsáveis por quatro mortes no dia 30 de junho. Imagens de uma câmera de segurança, que gravou a chegada dos criminosos na casa das vítimas, auxiliaram a polícia na investigação.
Em entrevista à Rádio CBN Curitiba, na manhã desta terça-feira, enquanto aguardavam o cumprimento do mandado de prisão, os dois negaram participação no crime. "Essas afirmações contra nós são todas mentirosas, caluniosas, tentando incriminar nós dois. Vamos comprovar, através das escalas de serviço, que sequer trabalhávamos juntos na época do crime e vamos conseguir provar nossa inocência", disse um deles. "Não tem nenhuma prova contra a gente. Eles simplesmente apontam a gente por conta de um vídeo que não dá para identificar ninguém. Indiciaram a gente no achismo", emendou o outro PM.
Com prisão temporária de 30 dias, os dois foram levados pela Polícia Civil para o Instituto Médico Legal, onde realizaram exame de corpo de delito e, na sequência, para a carceragem do batalhão de guardas, em Piraquara.
"A prisão temporária é um dispositivo legal para ajudar nas investigações. E o primeiro ato de uma investigação é ouvir. Eles se entregaram porque querem ser ouvidos, querem esclarecer os fatos, por isso estranhamos o fato de eles não terem ido imediatamente depor na Delegacia de Homicídios", disse Dalledone. A Polícia Civil não se manifesta sobre o caso, que está sob segredo de Justiça.
A chacina aconteceu na madrugada do dia 30 de junho. Quatro pessoas de uma mesma família foram executadas a tiros no interior de uma casa na Rua Jardim Alegre.


