Suspeitos de balear homem de 52 anos em assalto são presos
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segunda-feira, 02 de setembro de 2019
Isabela Fleischmann - Reportagem Local 
A Polícia Civil apresentou três homens suspeitos do assalto que terminou com um comerciante autônomo de 52 anos baleado na boca. A tentativa de latrocínio foi no Vale dos Tucanos, na zona sul, no dia 21 de agosto.

Três assaltantes, que seriam os presos Alexandre de Souza Santos, 38, Eder Vinícius dos Santos, 18, e Johnny Medeiros, 31, invadiram a casa da vítima, Eli Alves da Silva, que não morreu. Silva reagiu ao assalto e foi alvejado no rosto. Depois do tiro, os assaltantes fugiram da casa com um carro Vectra de cor bordô que já os esperava, segundo a polícia. O motorista, que teria levado e buscado os assaltantes, seria, à princípio, Marcelo Souza de Almeida.
Ainda no hospital, Silva reconheceu Medeiros como o homem que teria disparado contra ele. Por informações anônimas, os policiais chegaram até Almeida e descobriram que se tratava, na verdade, de Alexandre de Souza Santos, 38. Ele teria alterado a identidade por conta de um mandado de prisão expedido em 2015. De acordo com a polícia, ele também seria o proprietário do veículo da fuga. Durante o cumprimento de uma outra diligência em que foi presa uma mulher, Gláucia Aparecida Gomes, 35, – que, por coincidência, foi presa na casa que pertencia a Santos – estava também o suspeito de ter efetuado o tiro, Medeiros.
“Foi feita a identificação dos autores, dois que participaram diretamente do assalto e o que os levou na fuga na sequência”, explicou o delegado de furtos e roubos de Londrina, William Douglas Soares. Embora os outros dois assaltantes tenham confessado o assalto, trocavam acusações sobre o autor do tiro. “A investigação considerou que a vítima reconhece o autor do disparo como o Johnny Medeiros”, disse.
Por meio das imagens das câmeras de segurança da vizinhança a investigação identificou o carro usado pelos assaltantes, que tinha uma característica em especial: estava sem um retrovisor. O mesmo carro foi encontrado durante o cumprimento da prisão de Gláucia Aparecida Gomes.
“Foi uma feliz coincidência que no dia anterior do crime houve uma prisão em um apartamento locado por Alexandre. Com a presa, Glaucia, fruto de uma outra investigação, foi possível identificar um dos autores e a vítima reconheceu.”
O inquérito ainda não foi concluído. Ainda é possível que outras pessoas estejam envolvidas, segundo Soares, já que a informação de quem teria falado sobre o dinheiro em espécie que a vítima tinha em sua casa, ainda é desconhecida. O delegado-chefe da 10ª SDP (Subdivisão Policial de Londrina), Osmir Neves, afirma que Londrina teve neste ano uma das maiores reduções dos números de roubos do Paraná: 23%. "Todos esses números demonstram comprometimento da polícia. Os autores do assalto foram identificados e presos. Temos também um aumento dos confrontos com mortes pela Polícia Militar, isso já demonstra a periculosidade desses indivíduos que fazem uso das armas de fogo".
Dos citados, fora Alexandre, cuja defesa não se manifestou à respeito da prisão até o momento, os presos não têm advogados constituídos no sistema do Tribunal de Justiça.
OUTROS CASOS
Outro caso que teve repercussão nos últimos dias, como o da menina de 7 anos que teve 48% do corpo queimado no dia 23, já teve mais uma conclusão pela Polícia Civil. O crime foi na zona oeste e culminou na prisão de dois primos da menina. Um deles foi indiciado pelo delegado Mozart Gonçalves por tentativa de homicídio qualificado. “Ele estava na casa com ela. Fiz a sugestão ao juiz de um exame de sanidade mental do suspeito. Diante do que ocorreu, falaram que ele era uma pessoa boa mas possivelmente tinha usado drogas. Solicitei o exame para não restar dúvidas”, pontuou. A criança continua internada no Hospital Universitário em estado grave, sedada e respirando por aparelhos.


