A Polícia Civil apresentou três homens suspeitos do assalto que terminou com um comerciante autônomo de 52 anos baleado na boca. A tentativa de latrocínio foi no Vale dos Tucanos, na zona sul, no dia 21 de agosto.

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. | Foto: Isabela Fleischmann/Grupo Folha

Três assaltantes, que seriam os presos Alexandre de Souza Santos, 38, Eder Vinícius dos Santos, 18, e Johnny Medeiros, 31, invadiram a casa da vítima, Eli Alves da Silva, que não morreu. Silva reagiu ao assalto e foi alvejado no rosto. Depois do tiro, os assaltantes fugiram da casa com um carro Vectra de cor bordô que já os esperava, segundo a polícia. O motorista, que teria levado e buscado os assaltantes, seria, à princípio, Marcelo Souza de Almeida.

Ainda no hospital, Silva reconheceu Medeiros como o homem que teria disparado contra ele. Por informações anônimas, os policiais chegaram até Almeida e descobriram que se tratava, na verdade, de Alexandre de Souza Santos, 38. Ele teria alterado a identidade por conta de um mandado de prisão expedido em 2015. De acordo com a polícia, ele também seria o proprietário do veículo da fuga. Durante o cumprimento de uma outra diligência em que foi presa uma mulher, Gláucia Aparecida Gomes, 35, – que, por coincidência, foi presa na casa que pertencia a Santos – estava também o suspeito de ter efetuado o tiro, Medeiros.

“Foi feita a identificação dos autores, dois que participaram diretamente do assalto e o que os levou na fuga na sequência”, explicou o delegado de furtos e roubos de Londrina, William Douglas Soares. Embora os outros dois assaltantes tenham confessado o assalto, trocavam acusações sobre o autor do tiro. “A investigação considerou que a vítima reconhece o autor do disparo como o Johnny Medeiros”, disse.

Por meio das imagens das câmeras de segurança da vizinhança a investigação identificou o carro usado pelos assaltantes, que tinha uma característica em especial: estava sem um retrovisor. O mesmo carro foi encontrado durante o cumprimento da prisão de Gláucia Aparecida Gomes.

“Foi uma feliz coincidência que no dia anterior do crime houve uma prisão em um apartamento locado por Alexandre. Com a presa, Glaucia, fruto de uma outra investigação, foi possível identificar um dos autores e a vítima reconheceu.”

O inquérito ainda não foi concluído. Ainda é possível que outras pessoas estejam envolvidas, segundo Soares, já que a informação de quem teria falado sobre o dinheiro em espécie que a vítima tinha em sua casa, ainda é desconhecida. O delegado-chefe da 10ª SDP (Subdivisão Policial de Londrina), Osmir Neves, afirma que Londrina teve neste ano uma das maiores reduções dos números de roubos do Paraná: 23%. "Todos esses números demonstram comprometimento da polícia. Os autores do assalto foram identificados e presos. Temos também um aumento dos confrontos com mortes pela Polícia Militar, isso já demonstra a periculosidade desses indivíduos que fazem uso das armas de fogo".

Dos citados, fora Alexandre, cuja defesa não se manifestou à respeito da prisão até o momento, os presos não têm advogados constituídos no sistema do Tribunal de Justiça.

OUTROS CASOS

Outro caso que teve repercussão nos últimos dias, como o da menina de 7 anos que teve 48% do corpo queimado no dia 23, já teve mais uma conclusão pela Polícia Civil. O crime foi na zona oeste e culminou na prisão de dois primos da menina. Um deles foi indiciado pelo delegado Mozart Gonçalves por tentativa de homicídio qualificado. “Ele estava na casa com ela. Fiz a sugestão ao juiz de um exame de sanidade mental do suspeito. Diante do que ocorreu, falaram que ele era uma pessoa boa mas possivelmente tinha usado drogas. Solicitei o exame para não restar dúvidas”, pontuou. A criança continua internada no Hospital Universitário em estado grave, sedada e respirando por aparelhos.

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