Porto Alegre - O homem de 26 anos preso anteontem sob suspeita de envolvimento no assalto a uma fábrica de joias no último dia 30 na cidade de Cotiporã, na serra gaúcha, nega participação no crime. Edio Robert dos Santos disse à polícia que passou dias na mata da região porque gosta de ficar em contato com a natureza.
Santos foi preso por volta das 20 horas, quando pedia carona na região. Segundo a Polícia Civil, ele apresentava ferimentos que podem ser de tiros nos braços e na cabeça. Outros quatro suspeitos do crime tiveram a prisão decretada na semana passada, mas ainda não foram localizados.
O homem detido não levava alimentos e vestia roupas parecidas com as usadas pelos criminosos, segundo o delegado Paulo Roberto Rosa da Silva, de Caxias do Sul. Para a polícia, ele estava na mata desde que escapou de uma barreira policial no dia do crime.
A polícia afirma que Santos trabalhou até meados de dezembro como vigilante em uma empresa da região e não tinha antecedentes criminais. Ele foi levado para uma cadeia de Nova Prata (a 171 km de Porto Alegre).
O crime em Cotiporã teve a participação de ao menos oito criminosos, que usaram reféns como escudo. Ao todo, 17 pessoas foram feitas reféns durante o assalto e a fuga, que teve invasões a casas.
Na fuga, os criminosos encontraram um bloqueio policial na estrada que leva a Bento Gonçalves. Houve tiroteio e três homens deles foram mortos.

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