O suspeito de ter estuprado e matado a menina Rachel Genofre em 2008 buscava conteúdo de pedofilia na internet, conforme laudo divulgado pela Polícia Científica. O suspeito, Carlos Eduardo dos Santos, 52, foi denunciado em pelo menos outros cinco processos por crimes de abuso sexual infantil contra meninas entre 4 e 14 anos na década de 80 e 90.

O laudo da perícia realizada no computador do suspeito mostrou que ele havia acessado conteúdo pedófilo e feito buscas por palavras-chave associadas à pornografia infantil. Além dos estupros, a Polícia Civil afirma que Santos praticou 17 crimes de estelionato e um de roubo. Ele já cumpria pena em Sorocaba, no interior paulista, quando foi identificado como autor da morte de Genofre por meio do confronto de DNA. Em setembro, segundo a polícia, ele confessou o crime contra a menina de Curitiba.

Depois do confronto genético, os policiais ouviram o suspeito duas vezes. Ele contou que viu a menina quando ela entrava em um ônibus, e que no dia posterior a abordou dizendo ser apresentador de um programa de TV. Disse ainda ter levado a criança à casa dele, que seria uma quitinete, e que teriam feito o percurso de ônibus. A menina queria avisar os pais, mas o suspeito a convenceu a falar “só depois”. Relatou ainda que a garota reagiu quando ele trancou a porta, e que ele a sufocou. Quando Santos cometeu o ato, Rachel já estava inconsciente. Ele disse que depois colocou o corpo em uma mala e a abandonou na Rodoferroviária. A reportagem não conseguiu informações sobre quaisquer defensores do investigado até o momento.

Embora os relatos de Santos nos dois depoimentos tenham sido similares, a polícia investiga o local em que o crime foi cometido. O delegado Marcos Fontes pediu que pessoas que morem na região do bairro Afonso Pena, em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), contribuam com relatos sobre a residência do suspeito à época.

COMO DENUNCIAR ABUSO SEXUAL INFANTIL?

O Disque 100 (Disque Direitos Humanos) é o meio para denunciar abuso ou exploração sexual de crianças e adolescentes. Em 2018, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos recebeu 76.216 denúncias envolvendo crianças e adolescentes. Desses, 22% estão relacionados à violência sexual. Pelo Disque 100, as denúncias de abuso ou exploração sexual infantil podem ser feitas anonimamente. O serviço é 24 horas e a ligação é gratuita.

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