Sorocaba, SP - A dona de casa Lourdes Marques da Silva, de 56 anos, mãe do garçom Valdinei Sabino da Silva, de 25, acusado de participação na morte do empresário José Nelson Schincariol, insistiu, ontem, na versão de que seu filho estava em casa na hora do crime. Segundo ela, Silva havia saído no domingo para ir a um clube e na noite do assassinato, ocorrido por volta de 22h30 de segunda-feira, estava em sua companhia, na casa da família, no Bairro São Judas Tadeu, em Itu, a 98 quilômetros de São Paulo. ''Ele não tem nada com isso e está sendo acusado injustamente'', disse.
Silva foi preso na noite de terça-feira, depois de ter sido reconhecido por uma testemunha como um dos dois homens que se afastavam correndo do local do crime. Segundo Lourdes, mais de 20 policiais, sem exibir mandado de busca ou prisão, invadiram sua casa e quebraram móveis à procura de arma. O filho, que estava no quarto, foi preso sem opor resistência.
O juiz corregedor de Itu, José Fernando Azevedo Minhoto, decretou ontem sua prisão temporária pelo prazo de 30 dias. O empresário foi baleado com três tiros na noite de segunda-feira na garagem de sua casa, na Rua Santa Cruz, centro da cidade, e morreu quatro horas depois no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
O pedido de prisão foi encaminhado ao juiz pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo. Minhoto decretou também segredo de Justiça em torno do caso, a pedido do DHPP, com o pretexto de proteger as investigações.
A arma do crime não foi encotrada. A mãe o irmão do garçom, Valmir Sabino, negaram a informação da polícia de que o rapaz cortou o cabelo e raspou a barba após o crime para não ser reconhecido. Silva estava desempregado. A polícia informou que o acusado tem passagens por furto e roubo. Segundo a mãe, o garçom respondera a processos, mas apenas por porte ilegal de arma e por dirigir sem habilitação. A policia investiga inicialmente com a hipótese de latrocínio.

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