O técnico em informática Luiz César de Oliveira, investigado pela Polícia Federal como a pessoa que recebia na Espanha a cocaína levada em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), vai prestar depoimento em cartório hoje no Rio, relatando os detalhes de todas as suas viagens no país.
O advogado dele, Edson Ribeiro, quer reunir o relato de Oliveira em uma escritura declatória que será enviada sexta-feira à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Nacortráfico, da Câmara dos Deputados, junto com um requerimento pedindo que um representante da comissão ou uma autoridade policial o acompanhe até Madri.
Oliveira, que chegou ao Rio na semana passada, está foragido da Polícia Federal e está com prisão preventiva decretada.
A PF suspeita que o técnico de informática e Roberto Monteiro Zau, também foragido, eram as pessoas que recebiam as encomendas na Europa enviadas através de aviões da FAB pela quadrilha do americano John Michael White. O americano está preso na sede da PF no Rio, desde que foram descobertas, no dia 19 de abril, duas malas com 32,9 quilos de cocaína dentro do Hércules C-130 da FAB, em Recife.
White deverá ser ouvido amanhã na CPI do Narcotráfico, juntamente com a boliviana Lila Mirtha Ibaníz Lopez, responsável pela contato entre a quadrilha e traficantes da Colômbia e Bolívia. Oliveira é irmão do tenente-coronel Paulo Sérgio de Oliveira, que está detido no Recife. Foi o oficial quem entregou as malas com a droga à tripulação do Hércules no Rio.

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