Suspeito de triplo assassinato em Rio Grande entrega-se
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domingo, 11 de abril de 1999
Por Ayrton Centeno 
Rio Grande, RS, 12 (AE) - Suspeito de um triplo assassinato na Praia do Cassino, em Rio Grande (RS), e mais duas mortes em Pelotas, no Sul do Estado, o foragido Tino Rogério Teixeira Moura apresentou-se hoje à Defensoria Pública estadual, em Porto Alegre.
Depois de ter procurado a rede de rádio e TV Pampa, da capital, para se defender, Moura, de 27 anos, negou o envolvimento em qualquer das mortes.
Moura afirmou que o nome dele apareceu no caso por causa de uma denúncia anônima e disse que, diante disso, resolveu procurar a Secretaria de Justiça e Segurança para afirmar a inocência. Ainda hoje, ele seria levado a Pelotas para ser ouvido pelos policiais. Há quatro mandados de prisão contra Moura, todos por furtos em Pelotas e Bagé.
Doze pessoas morreram na onda de crimes, a maior parte delas na praia. Os policiais desconfiam que Moura, apesar da atitude, esteja envolvido na chacina do casal Vitor Hugo Vitola, de 51 anos, e Dacila Vitola, de 49, e da empregada deles, Maria Julieta Xavier da Silva, de 38. Os Vitola e Maria Julieta foram as primeiras vítimas da sequência de assassinatos envolvendo casais em Rio Grande. Os corpos deles foram encontrados em 14 de novembro.
Uma quadrilha seria responsável pelas três mortes. Cinco dos integrantes foram indiciados: Cléo Rogério Lopes Moura, o "Alemão Cléo"; Jo Araceli Correa da Silva, o Jo; Paulo Ricardo Barbosa, o "Paulão Camelô", e os irmãos Guiomar Viégas, o "Maria", e Angelo Viégas, o "Guri". Com exceção de Barbosa, todos tem passagem pela polícia, com condenações por roubo de gado e de carros e assalto.
Moura também poderia ter vínculos com a morte dos funcionários federais Márcio Rodrigues Olinto, de 30 anos, e Anamaria Xavier Soares, de 31, moradores de Rio Grande. Os dois
provavelmente, foram surpreendidos na Praia do Cassino e levados para outra, a do Laranjal, em Pelotas, e mortos a tiros.


