O professor Leonardo Teodoro de Castro, 58, voltou à consciência ontem, depois de ter ficado 11 dias desacordado na UTI do Hospital São Paulo (zona sudoeste de São Paulo), após ser atropelado. Ele deve deixar a UTI hoje ou amanhã. ‘‘Ele está consciente, mas bastante sonolento e confuso’’, informou José Osmar Medina Pestana, diretor clínico do hospital. Castro se alimenta normalmente e na manhã de ontem falou algumas palavras, ainda com dificuldade. A expectativa dos médicos é que hoje já tenha condições de conversar normalmente.
A Polícia Federal não confirma a intenção de voltar a ouvi-lo no inquérito que apura a explosão de uma bomba no Fokker-100 da TAM, no último dia 9. Seu único depoimento foi tomado antes da apreensão de documentos, livros e resíduos de substâncias químicas em seu apartamento. Ele é considerado suspeito, embora a PF não tenha revelado evidências concretas de seu envolvimento. Até as 12 horas de ontem, Castro não havia sido informado sobre a evolução da investigação. Medina disse que ‘‘a família ou a Justiça’’ devem decidir a melhor forma de fazê-lo.

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