A Polícia Federal ainda não tem provas materiais contra o professor Leonardo Teodoro de Castro, um dos principais suspeitos de ter provocado a explosão no vôo 283 da TAM. Por isso, segundo o delegado Pedro Sarzi Júnior, que preside o inquérito, ele não pôde ser indiciado.
‘‘Estamos aguardando o laudo pericial. Sem ele não temos o elo de ligação com alguma coisa mais concreta’’, afirmou o delegado. Peritos do Centro Técnico Aeroespacial, de São José dos Campos, estão analisando o material apreendido pela PF no apartamento do professor. Segundo o delegado, até agora a Justiça Federal expediu um único mandado de busca e apreensão autorizando a investigação realizada no apartamento do professor.
Leonardo de Castro pode despertar hoje do coma em que está desde o dia 12, quando foi atropelado por um ônibus na avenida Santo Amaro (zona sudoeste de São Paulo). Ele ainda corre risco de vida e deverá continuar internado na UTI por mais três ou quatro dias, caso mantenha o atual nível de recuperação. Segundo José Osmar Medina Pestana, diretor-clínico do Hospital São Paulo, onde está internado, ontem foram suspensos os sedativos que o mantinham desacordado. Não havendo lesão cerebral grave, Castro deve voltar à consciência em até 24 horas.

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