Suspeito de crime em Rio Grande apresenta-se à polícia
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terça-feira, 30 de março de 1999
Por Ayrton Centeno 
Porto Alegre, 31 (AE) - Suspeito de envolvimento no ataque a dois casais e na morte de três pessoas na praia do Cassino, em Rio Grande/RS, o jovem Carlos Ismael Bernardes Rodrigues, de 18 anos, apresentou-se hoje no 1º Distrito Policial de Rio Grande/RS. Rodrigues teria trocado tiros com homens da Brigada Militar na segunda-feira (29).
Descoberto dentro da casa de um travesti em uma vila de pescadores, ele atirou contra os policiais e fugiu. Constatou-se que as cápsulas deflagradas partiram de uma pistola calibre 32, provavelmente a mesma usada para executar Sílvio Ibias, 36 anos, e Adriana Simões, 28, no dia 26 de março, e Petrick Almeida, 18, no dia 20. Brenda Gaebrin, de 14, que estava com Petrick, foi baleada na nuca mas sobreviveu. Hospitalizada, ela viu uma foto do suspeito e o achou parecido com o assaltante. Doze pessoas já morreram na região da praia do Cassino, até então um refúgio tranquilo procurado por jovens para namorar à noite em seus carros.
Para a polícia, pelo menos três casais foram assassinados por integrantes de quadrilha. Hoje, o delegado Moacir Firmino Bernardo, do 3º Distrito Policial de Rio Grande, anunciou que indiciará cinco suspeitos pelas mortes de Vitor Hugo, de 51 anos
e Dacila Vitola, de 49, e da empregada de ambos, Maria Julieta Xavier da Silva, de 38. Os Vitola e Maria Julieta foram as primeiras vítimas da sequência de assassinatos envolvendo casais em Rio Grande. Seus corpos foram encontrados no dia 14 de novembro do ano passado, em sua casa na praia do Cassino. "Considero este crime elucidado", disse.
Os suspeitos são Cléo Rogério Lopes Moura, o Alemão Cléo; Jo Araceli Correa da Silva, o Jo; Paulo Ricardo Barbosa, o Paulão Camelô; e os irmãos Guiomar Viégas, o Maria, e Angelo Viégas, o Guri. Com exceção de Barbosa, todos têm passagem pela polícia com condenações por roubo de gado e de carros e assalto. O delegado observou que conseguiu "provas materiais", as quais não revelou, do envolvimento dos cinco na chacina. Acrescentou que nenhum deles conseguiu apresentar um álibi e que o modo de agir da quadrilha é idêntico ao aplicado contra os Vitola.


