Suspeito da morte de Tábata é interrogado em Curitiba
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terça-feira, 03 de outubro de 2017
Viviani Costa<br>Reportagem Local 

A Polícia Civil ouviu na tarde desta terça-feira (3) Eduardo Leonildo da Silva, suspeito de envolvimento na morte da menina Tábata Fabiana Crespilho da Rosa, 6. O crime que chocou a cidade de Umuarama (Noroeste) é investigado com o apoio de equipes de Curitiba. Leonildo foi interrogado por policiais do Sicride (Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas) e pela equipe da Delegacia de Homicídios da capital.
As informações foram repassadas pelo delegado de Umuarama, Osnildo Carneiro Lemes. Segundo ele, a intenção foi confrontar as versões dadas pelo investigado. Logo após a prisão, o suspeito levou os policiais até o local onde estava enterrado o corpo de Tábata. "Pedimos para que ele fosse reinterrogado para que esclarecesse alguns detalhes que ficaram meio obscuros. Tínhamos uma linha central de investigação que o definiu como autor, mas temos as linhas paralelas relacionadas a detalhes que não foram bem esclarecidos", comentou.
Nesta terça-feira, o investigado negou envolvimento na morte durante depoimento na sede do Sicride e apontou outra pessoa como responsável pelos fatos. Já na Delegacia de Homicídios, segundo Lemes, ele teria confessado a autoria da morte, mas negado que tivesse cometido o estupro. Laudo entregue pelo IML (Instituto Médico-Legal) de Umuarama apontou que a menina sofreu violência sexual, teve fratura na coluna e morte ocasionada por asfixia e esganadura. O inquérito deve ser concluído até sexta-feira (6). Segundo Lemes, o suspeito, que está preso em Curitiba, ainda não apresentou advogado. Caso seja condenado, Leonildo pode pegar até 30 anos de reclusão pelo crime de estupro de vulnerável seguido da morte da vítima.
SUPERLOTAÇÃO
Aos poucos, os policiais retomam a rotina na 7ª Subdivisão Policial (SDP) de Umuarama, depredada durante protesto realizado após a prisão do suspeito. Em meio ao tumulto, presos da carceragem superlotada se rebelaram. Não houve fuga. Na ocasião, 260 detentos estavam nas duas galerias, que juntas poderiam abrigar até 70 presos.
Uma semana após os fatos, o cenário de superlotação permanece. Mesmo com a transferência de 125 presos para a Peco (Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste), 80 detentos permanecem na galeria B da carceragem. "A galeria A foi completamente destruída. Arrancaram portas, janelas, grades, batentes, paredes e arrebentaram as instalações hidráulica e elétrica", detalhou. Outras 30 mulheres ocupam uma ala separada na carceragem.
Ainda não há previsão para a reposição dos vidros das portas e janelas danificadas. Boletins de ocorrência passaram a ser registrados na sede da Delegacia da Mulher e junto à Polícia Militar. O documento também pode ser feito no site da Polícia Civil. Os cartórios estão atendendo normalmente, segundo o delegado. Porém, as investigações estão comprometidas já que houve danos em todas as sete viaturas (seis delas foram incendiadas e uma foi atingida por pedras). "O departamento está vendo a possibilidade de realocar veículos de outras cidades", explicou.
Conforme a assessoria de imprensa da Polícia Civil, o governo ainda analisa os estragos e os possíveis reparos na sede da 7ª SDP. A demolição da carceragem não está descartada, já que o prédio é antigo.


