Suspeito confessa sete assassinatos no RS; polícia duvida da autoria de dois deles
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quinta-feira, 29 de abril de 1999
Por Sandra Hahn, especial para a AE 
Porto Alegre, 30 (AE) - O ex-presidiário Paulo Sérgio Guimarães da Silva, de 29 anos, confessou a autoria de sete assassinatos, em série, no Rio Grande do Sul, segundo a Polícia Civil gaúcha. Ele foi preso na terça-feira como suspeito de ser o autor de vários crimes registrados na zona sul do Estado. A polícia, porém, duvida que Silva seja o autor de dois dos crimes
com procedimentos diferentes dos demais.
Silva admitiu sua culpa na quinta-feira à noite, em depoimento acompanhado pelo promotor de Justiça, Luiz Rogério Lima Tavares. Hoje, a polícia encontrou a arma calibre 765 usada nos crimes. Junto com o revólver estavam nove balas e duas fitas de vídeo dos filmes "Robocop" e "O Exterminador do Futuro". O material estava com uma vizinha de Silva, enrolado com roupas, em uma sacola.
O ex-presidiário havia sido libertado em novembro de 1998, após ter ficado nove anos preso por tentativa de homicídio. A data é outra razão que leva a polícia a duvidar que Silva seja o autor dos dois primeiros crimes, ocorridos duas semanas após sua libertação. O prazo seria muito curto para planejar o ataque, afirmam. Casais - Os outros assassinatos foram cometidos durante o mês de março, nas praias do Cassino, perto do Rio Grande, e do Totó, em Pelotas. Silva atacava casais que namoravam à noite à beira-mar. O delegado regional da cidade de Rio Grande, Pedro álvares, disse que Silva considerava os casais mais vulneráveis. "Ele agia da mesma maneira ao cometer os crimes. Matava o homem com mais de um tiro, e a mulher era deitada ao lado dele, para morrer com um tiro na nuca", descreveu o delegado. A adolescente B.G., de 14 anos, que conseguiu escapar, reconheceu o suspeito, conforme a polícia. Ela foi ferida com um tiro na nuca e ficou tetraplégica.
A polícia chegou ao suspeito a partir de depoimentos de testemunhas. álvares acredita que possam surgir outras vítimas com a divulgação da imagem de Silva na imprensa. O suspeito está preso na Penitenciária Regional de Rio Grande. O delegado espera concluir o inquérito em três ou quatro semanas, quando Silva será indiciado. Ele poderá ser acusado de latrocínio e assassinato. As mortes em série mobilizaram policiais de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre. Silva foi o quarto suspeito a ser detido pela Polícia Civil nesta investigação.


