A Infraero e a Polícia Federal de Foz do Iguaçu ainda não sabem como as armas entraram no vôo 280 da Vasp. Além de ouvir depoimentos e reunir os funcionários para tentar identificar possíveis suspeitos (veja texto ao lado), os investigadores trabalham com a hipótese de que as pistolas já estivessem dentro do avião.
O avião saiu de São Paulo como Vôo 041 carregando malotes com dinheiro para ser entregues ao Banco do Brasil de Foz do Iguaçu. Em solo, cinco carros-forte, que haviam passado por manutenção horas antes, levaram até a aeronave os R$ 5 milhões que seriam transportados para Curitiba.
Segundo um dos funcionários responsáveis pela segurança externa do aeroporto, os malotes são levados ao compartimento de bagagem somente depois que os passageiros estão acomodados dentro do avião. ‘‘Como havia muito dinheiro ‘circulando’ na pista, o movimento de policiais militares e de seguranças foi ainda maior. Ficaria difícil alguém passar naquele momento com armas pesadas’’, argumentou.
A Infraero administra o aeroporto de Foz há 27 anos. Segundo o superintendente em Foz, Sérgio Luis Canez, os equipamentos de segurança usados no local, como detector de metais e raio-X, estão entre os mais modernos do Brasil. O sistema computadorizado que faz a ‘‘radiografia’’ da bagagem identifica 100% dos objetos. Observando os monitores, é possível até separar os objetos pela coloração do material.

mockup