Suspeita de emissão de documentos fraudulentos leva Justiça a investigar cartórios de Altamira
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domingo, 11 de abril de 1999
Por carlos Mendes, especial para a AE 
Belém, 12 (AE) - A corregedora-geral do Tribunal de Justiça do Pará, Maria de Nazareth Brabo de Souza, determinou, hoje, a intervenção em quatro cartórios de Altamira, no sudoeste do Estado. Há suspeita de emissão de documentos fraudulentos a 25 empresas envolvidas na suposta venda superfaturada de terras particulares ao governo federal. O golpe chegaria a R$ 1 bilhão e tem como principal envolvida a empresa catarinense Teka Tecelagem. A empresa é acusada de tentar vender ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) 71 mil hectares por R$ 90 milhões. A área fica no município de Itaituba
mas foi registrada no cartório do 1º Ofício de Altamira, distante 600 quilômetros de Itaituba.
A decisão da corregedora foi comunicada hoje pela manhã ao procurador da República no Pará, Felício Pontes Júnior, que havia solicitado a investigação apenas no cartório do 1º Ofício. Além do pedido de Felício Júnior, o ministro de Política Fundiária, Raul Jungmann, havia feito pedido idêntico a Nazareth Brabo com o mesmo objetivo. "Mandei fazer a correição em todos os cartórios de Altamira porque recebi inúmeros pedidos. Além disso, tomei conhecimento de várias irregularidades nesses cartórios", explicou a corregedora a Felício Júnior. A corregedora Nazareth Brabo nomeou o juiz Raimundo Moisés Alves Flecha, diretor do Fórum de Altamira, para comandar a correição.


