Suspeita de contaminação interdita HU
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 22 de novembro de 2006
Giancarlo Franquini<br>Especial para folha 
Um alarme falso de radiação deixou o Hospital Universitário de Maringá interditado, ontem, por cerca de duas horas. Quatro pessoas, três adultos e uma criança, foram internadas com queimaduras nos braços. Inicialmente, existia a suspeita de contaminação por césio. Após vários exames, todos foram liberados e o atendimento no HU voltou ao normal.
A interdição do HU foi feita por medida de segurança e durou entre as 15h30 e 17h30. As vítimas disseram aos médicos que estavam em uma casa, no Jardim Pinheiros, quando sofreram as queimaduras.
Na casa, estão guardados vários equipamentos odontológicos, incluindo um aparelho de raio X. A proprietária estava tentando vender o equipamento e quando foi mostrar para um possível comprador, uma peça caiu no chão. Segundo as vítimas, após o acidente teriam surgido as queimaduras.
Aparentemente, os médicos acreditaram que a radiação do aparelho pudesse ter causado as lesões. A hipótese foi descartada depois que uma equipe de especialistas em radiação da Universidade Estadual de Maringá (UEM) foi até o local.
O Corpo de Bombeiros fez um cordão de isolamento de 50 metros em torno da casa para que os especialistas pudessem examinar o equipamento. Na opinião do professor Doutor em Física e especialista em radioatividade, Nilson Lopes, as queimaduras podem ser sido feita por químicas usadas na revelação do filme de raio X. Ele descartou qualquer possibilidade de contaminação por radiação.
As quatro vítimas do suposto acidente ficaram em observação durante o período que ficaram no HU e foram liberadas no final da tarde, sem receber qualquer medicação.


