Curitiba - A polícia desvendou o caso do bebê de quase um mês, deixado em uma igreja na terça-feira, em Guaraniaçu (Oeste), filho da adolescente Paloma Agostinho, encontrada morta no último sábado, na Zona Rural de São José dos Pinhais. A principal suspeita dos crimes, presa em Santa Terezinha de Itaipu, confessou ontem, após ser transferida para São José dos Pinhais, ter matado a mãe da criança.
Em coletiva na tarde de ontem, em Curitiba, os delegados de Guaratuba, Lucio Lugli; de São José dos Pinhais, Gil Rocha Tesseroli; e o chefe da Divisão Metropolitana, Hamilton da Paz, disseram que Eva afirmou ter estrangulado Paloma após a adolescente ter se arrependido de vender o bebê. A mulher teria matado a adolescente em São José dos Pinhais, no sábado.
Após perceber a dimensão que o crime tomou na mídia, a suspeita pegou o bebê e foi a Guaratuba buscar seus três filhos, ainda no sábado. Antes de partir, passou em um terreiro para que um pai de santo desse uma benção à criança. O homem e sua assistente teriam achado estranho a mulher ser mãe do recém-nascido, já que não apresentava indícios de ter dado à luz nos últimos dias.
Segundo Tesseroli, ela afirmou ter se arrependido do que fez, deixou o bebê em uma igreja e seguiu rumo a Foz do Iguaçu. O delegado de Guaratuba acrescentou que ela alegou ter convencido a mãe a vender a criança e que já pensava em fazer isso desde quando ela estava grávida.
A suspeita era vizinha da avó paterna do bebê e confessou levar Paloma e o filho, ainda na quinta-feira, até São José dos Pinhais, para conseguir levantar R$ 1,5 mil e entregar a ela.
O bebê continua sob a guarda da Justiça, em Guaraniaçu, mas será entregue ao pai. A suspeita será transferida para Guaratuba e contuará presa, aguardando ser julgada pelo crime de sequestro seguido de morte.

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