A desconfiança de que pode haver desvio de recursos começou, segundo o vice-presidente da Associação Sol Nascente, Marino Fabri, depois da compra de uma plantadeira. O recurso liberado para aquisição da plantadeira foi de R$ 16.932,00, segundo a proposta número 510.015, mas para a associação só teria sido repassado R$ 15 mil. Segundo Fabri, os produtores rurais concordaram em pagar pelo equipamento um valor maior, de R$ 25,2 mil, se cotizando para pagar a diferença. ''Depois fomos descobrir que na nota fiscal foram pagos R$ 24,1 mil pela plantadeira, R$ 1,1 mil a menos'', disse. ''Não sei dizer quanto paguei pela plantadeira, isso porque sou dono dela'', reclamou outro agricultor, Valdenísio Nogueira da Silva.
Eles ainda denunciaram que receberam em dinheiro cerca de R$ 1 mil cada sócio, um recurso do programa Paraná 12 meses que deveria ter sido usado para produzir mudas de café. ''Fomos enganados, se a gente soubesse não pegava, a gente vai devolver, mas agora ninguém têm esse dinheiro'', argumentou Fabri.
Segundo o engenheiro agrônomo Márcio da Silva, do setor de crédito fundiário da Seab, foi feito um levantamento das denúncias através de documentos e será constituída uma comissão de averiguação para apurar as denúncias da Associação Sol Nascente na cidade. Ele informou ainda que após a comissão estar constituída há um prazo de 30 dias para elaboração de um relatório de conclusão.C.P.

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