Susep prevê redução do número de seguradoras no País
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terça-feira, 06 de julho de 1999
Por Irany Tereza 
Rio, 7 (AE) - As seguradoras estrangeiras multiplicaram por quatro sua participação no mercado brasileiro desde 1996, quando foram abolidas as restrições ao capital internacional no setor. Segundo o titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Hélio Portocarrero, a participação das companhias estrangeiras nos prêmios de seguros nacionais passou de 6% em 96 para 25% no fechamento dos balanços do ano passado. A estimativa da Susep é de que as fusões e incorporações que continuarão ocorrendo no setor reduza à metade o número de seguradoras em operação no País, que está em torno de 130.Nos últimos três anos
ingressaram no mercado multinacionais de peso como a Hartford, Signa, Etna, AIG, Liberty Mutual e ABN Amro, todas associadas a seguradoras nacionais.
Portocarrero acredita que a entrada de novas empresas no mercado nacional se acentue ainda mais depois da mudança no mercado de resseguros, com a privatização, ainda este semestre do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB Brasil-Re). Esta semana, as consultorias encarregadas pela análise da modelagem de venda entregam ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) o resultado dos estudos, com o preço mínimo estimado para a venda das ações. Na próxima terça-feira, o Conselho Nacional de Desestatização (CND) marca a data e define o preço mínimo do leilão.
O processo de venda do IRB se arrasta há mais de um ano, mas Portocarrero acredita que desta vez não haverá adiamento. Em palestra ontem para dirigentes de seguradoras em almoço promovido pela Câmara de Comércio Americana, ele previu, também, o retorno do seguro de acidentes de trabalho para o setor privado, mas somente dentro de três anos.
Planos de Saúde - Até dezembro os planos de saúde passarão a ser regidos por regulamento do Ministério da Saúde. Esta é, segundo Portocarrero, uma das razões pelas quais a Susep ainda não decidiu sobre uma nova regulamentação para o setor sobre a constituição de reservas financeiras. "Não queremos agravar os preços dos serviços dos planos de saúde", disse Portocarrero, lembrando que não há nenhum novo operador para entrar no mercado e os planos têm atuado sem constituir reservas.


