Brasília, 04 (AE) - Nos próximos dias o ministro da Saúde, José Serra, assinará portaria incluindo a cirurgia de redução de estômago no Sistema Único de Saúde (SUS). O procedimento é usado em casos de casos de obesidade mórbida, quando o excesso de gordura provoca risco de vida. Preocupado com a obesidade do brasileiro, o governo também quer que as indústrias alimentícias incluam nas embalagens dos produtos um selo com informações sobre calorias
De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (OMS)
o número de obesos está crescendo em toda a América Latina. A gordura excessiva eleva o risco de desenvolvimento de doenças como a diabetes e a hipertensão. O secretário de Assistência à Saúde do ministério, Renilson Rehen, não tem o cálculo do quanto se gasta, na rede pública, com o atendimento a males associados à obesidade, mas a expectativa é de que as despesas aumentem muito nos próximos dez anos.
A cirurgia de redução do estômago está sendo incluída nos procedimentos cobertos pelos novos planos e seguros de saúde
disse Rehen. A operação é para evitar que a pessoa coma além do que precisa para manter sua saúde.
"Essas cirurgias só serão feitas no SUS em casos muito específicos, por indicação médica de risco de vida", ressalvou o secretário. "Nunca se faz uma cirurgia como esta por comprometimento estético, só quando a obesidade começa a provocar sérios problemas respiratórios ou de circulação, por exemplo." Além de a pessoa estar muito além do peso ideal, com indícios de comprometimento da saúde, é preciso que outros tratamentos não tenham apresentado resultados para se considerar a hipótese da cirurgia. O governo ainda está analisando quanto vai pagar pela operação pelo SUS.
Selo - O selo com o teor calórico já existe em parte dos produtos hoje vendidos nos mercados, mas o governo quer ter a garantia de que o consumidor poderá controlar melhor sua alimentação. A inclusão do selo ainda está sendo discutida com a indústria, segundo a assessoria de imprensa do ministro da Saúde.

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