Preservativos são essenciais para a prevenção de DSTs, mas, em Londrina, desde maio, a distribuição de camisinhas nas unidades básicas de saúde (UBS) está comprometida. No início desse mês, o Programa Municipal de Controle de DST e Aids, iniciou a distribuição nas UBS de preservativos específicos para adolescentes.
A diferença do preservativo convencional do específico para adolescentes é o tamanho. Enquanto o convencional tem 52 milímetros de diâmetro, o de adolescentes tem 49mm. A distribuição dos 130 mil preservativos é para a faixa etária entre 10 e 19 anos.
Segundo o enfermeiro Edvilson Cristiano Lentine, da coordenadoria do Programa de DST e Aids de Londrina, o objetivo é motivar a prevenção, já que entre 1984 e 2004 foram registrados na cidade 64 casos de jovens com 15 a 19 anos de idade contaminados pelo vírus HIV. ''A questão é que o tamanho do preservativo pode comprometer no momento do ato sexual. Por isso conscientizamos os jovens não apenas em orientações nas unidades de saúde, mas principalmente nas escolas'', informou.
Quanto ao preservativo convencional ainda não há previsão de quando a distribuição será normalizada. Segundo a coordenadora do programa de DST/Aids em Londrina, Rosângela Alvanhan, a falta do produto ainda é reflexo da dificuldade de importação, já que a maioria é comprada de países asiáticos, como Índia e Tailândia. No final do ano passado, a Operação Vampiro, da Polícia Federal, que apurou esquemas de propina no Ministério da Saúde também causou a suspensão do envio de camisinhas pelo governo federal.(C.P.)

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