SUS deve R$ 6,4 milhões à Santa Casa
O médido Fahd Haddad, que também é superintendente da Santa Casa de Londrina, informa que a dívida do SUS em atraso com o hospital é de R$ 5,006 milhões. O débito corresponde ao período de setembro a novembro do ano passado. E há débitos anteriores, em análise, no valor de R$ 1,466 milhão. A soma dos dois itens, portanto, é superior a R$ 6,4 milhões.
Segundo ele, os atrasos causam uma série de problemas administrativos, sendo que a Santa Casa precisa recorrer a empréstimos bancários em alguns momentos para saldar seus compromissos. Os fornecedores precisam receber, é preciso pagar os salários, e se não tem dinheiro em caixa, a gente tem que ir a banco pegar dinheiro emprestado. Muitas vezes a gente faz um trabalho de engenharia pesada para manter a estrutura funcionando.
O médico explica ainda que a pessoa que chega para ser atendida não vai perguntar antes se o pagamento do SUS junto ao hospital está em dia ou não. Quem chega ao pronto socorro com a perna quebrada não quer saber se tem gesso ou não tem gesso, e se a pessoa está com dor, não vai esperar dois ou três dias para tomar uma injeção.
Haddad diz que os atrasos se tornaram frequentes em função da burocracia, tanto em âmbito municipal quanto federal, e devido às constantes mudanças de critérios do Datasus, que faz o registro de todas as contas. Antes havia uma agilidade maior; havia um teto baixo, mas não havia tanta demora. Agora, você faz de uma forma, vem um modelo de processamento que precisa ser corrigido de um dia para o outro, e aí tem que parar e refazer, e quando está quase pronto, vem outra mudança.
O médico espera que a situação se normalize o mais rápido possível para aliviar um pouco os problemas enfrentados não somente pela Santa Casa, mas pelos hospitais públicos e filantrópicos de Londrina. Antes, a gente apresentava as contas no dia 5 ou 6 de cada mês e recebia o dinheiro no dia 20. Já que o SUS paga pouco, a nossa expectativa é que pelo menos pague rápido, afirma.





