São Paulo- O Ministério da Saúde acaba de aumentar a verba para as cirurgias de redução de estômago, indicadas para os pacientes com obesidade em níveis altos. Desde ontem, as chamadas técnicas ''restritivas'', ''restritivas e desobstrutiva'' e ''desobstrutiva'' ganharam, em média, R$ 1 mil a mais cada uma no repasse do Sistema Único de Saúde (SUS). ''A meta é ter um centro de cirurgia bariátrica (de redução do estômago) para cada 4 milhões de habitantes'', calcula Lídia Marques, consultora do departamento de Alta Complexidade do ministério. ''Cada centro deverá fazer, no mínimo, duas cirurgias por semana.''
Hoje, o País conta com 52 centros credenciados pelo SUS. Cerca de 20% estão no Estado de São Paulo. Para receber o novo repasse, os centros deverão se recadastrar nas secretarias estaduais. Trata-se do Registro Brasileiro de Cirurgia Bariátrica. A idéia é criar um cadastro comum de atendimento aos pacientes para diminuir as filas de espera.
Em 2003, foram realizadas 1.813 cirurgias bariátricas pelo SUS. Em 2004 o número chegou a 2.014. O tempo de espera para esse tipo de cirurgia varia de centro para centro, já que uma pessoa pode se credenciar em vários ao mesmo tampo. No Hospital do Mandaqui, em São Paulo, por exemplo, um dos poucos lugares onde a cirurgia plástica reparatória é coberta pelo SUS, há 4 mil pessoas na fila.
A determinação do ministério também garante ao paciente um tratamento multidisciplinar. Ou seja, a partir de agora, psicólogos, nutricionistas e cirurgiões plásticos para cirurgias reparadoras também podem ser pagos pelo SUS.

mockup