Sarandi - As visitas à carceragem da Delegacia da Polícia Civil de Sarandi (Noroeste) serão proibidas pela Vigilância Sanitária a partir de segunda-feira por conta da ocorrência de casos de tuberculose entre os detentos.
O delegado José Maurício de Lima Filho afirma que a cadeia não possui mais condições de funcionamento em função da incidência de tuberculose no local. ''Estamos tendo problemas para conseguir vagas, pois todas as cadeias estão lotadas'', apontou.
Segundo ele, desde que o problema começou em dezembro 40 presos foram transferidos. O ideal, aponta Lima, é transferir todos os internos e fazer uma desinfecção completa do espaço, além de respeitar um período de quarentena para que o local fique livre do bacilo da doença.
O delegado afirma que cinco funcionários já foram afastados por terem sido contaminados. ''Os funcionários estão com medo de trabalhar, mesmo com máscaras e luvas, pois não há garantias de que elas sejam 100% seguras contra a tuberculose, já que o bacilo é muito resistente'', destaca Lima.
A Secretaria de Estado da Justiça determinou a remoção neste final de semana de oito presos diagnosticados com tuberculose para o Complexo Médico Penal em Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba). Outros 14 homens e quatro mulheres que não estão contaminados também serão transferidos.
Segundo o diretor de Vigilância Sanitária de Sarandi, Celso Ricardo Paraná, a cadeia está interditada para recebimento de novos presos desde 10 de janeiro. O órgão determinou que a carceragem deve ser esvaziada até 10 de abril. Caso a remoção não seja realizada, o órgão vai estudar medidas punitivas. A carceragem tem capacidade para 48 presos e presas, mas abriga hoje 150.

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