Surto de caxumba superlota postos de vacinação
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quinta-feira, 09 de julho de 2015
Roberta Pennafort<br>Agência Estado 
Rio - O surto de caxumba no Rio superlotou ontem os postos de vacinação e clínicas particulares. No Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca (zona oeste), a espera para tomar a vacina que protege da doença chegava a duas horas no início da tarde. Na fila, estavam alunos das duas escolas que concentram os casos da região: o pH, com 44 casos suspeitos e um óbito, e o CEI, que chegou a ter 20 registros e, no momento, soma quatro.
No pH, as férias foram antecipadas em uma semana, para evitar possíveis contágios. Os estudantes só voltam em agosto. "Está todo mundo apavorado. Na minha turma tem 40 alunos e hoje só foram cinco. A aula de português foi na quadra de esportes, por ser aberta", contou Kayan Abate, de 13 anos. Ele conhecia de vista Juliana Guedes, de 14, que morreu na última terça-feira de meningite viral - o quatro pode ter decorrido de complicações da caxumba.
O alerta começou entre abril e maio. O diagnóstico foi dificultado pelo fato de os sintomas - fraqueza, febre, dor de cabeça - serem confundidos com os de um princípio de gripe, comum quando as temperaturas caem. O infectologista Edmilson Migowsky, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), disse que só é recomendável a vacinação de quem não foi imunizado quando bebê ou de quem não tem mais caderneta de vacinação. "A mobilização é válida, mas não há motivo para pânico. Tenho 30 anos de profissão e é a primeira vez que vejo um caso de morte relacionado a encefalite por caxumba."


