Florianópolis - Uma jovem de 25 anos que chegou de Toronto (Canadá) há uma semana é o primeiro caso de suspeita de pneumonia asiática em Santa Catarina. Ela está em quarentena domiciliar e tem de ficar por dez dias em sua casa, em Florianópolis. ''É o tempo necessário para que seu quadro de saúde se defina'', explica o médico Antônio Miranda, diretor do Hospital Nereu Ramos, referência em doenças infecciosas no Estado.
Segundo o infectologista, a jovem passa bem e apresenta apenas um quadro de gripe, que pode ou não evoluir para uma pneumonia: ''Estamos tomando essa precaução, seguindo os critérios do Ministério da Saúde, que pede o isolamento de pessoas que chegam dos locais de risco com um quadro de infecção respiratória''. Se o estado de saúde da mulher piorar nos próximos dias, ela deverá ser internada.
O caso está sendo acompanhado pela Vigilância Sanitária do Estado, que vem tomando providências para evitar a entrada da Síndrome de Deficiência Respiratória Aguda Grave (Sars) em Santa Catarina. Os trabalhos estão mais intensos em Balneário Camboriú, onde acontece um encontro religioso que deve reunir cerca de 80 mil pessoas vindas de cidades brasileiras e vários países.
A pneumonia asiática já causou 15 mortes em Toronto, com 324 casos registrados no Canadá, onde 7 mil pessoas estão em quarentena. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta mais de 4.300 doentes e pelo menos 225 mortes em todo o mundo desde que a doença apareceu em novembro passado.
Em Pequim, as autoridades sanitárias isolaram ontem um hospital com 2 mil pessoas, entre pacientes e funcionários, local suspeito de abrigar um foco da pneumonia asiática. Policiais estão cercando o prédio. Outro hospital foi fechado ontem em Taipé (Taiwan) devido ao aumento brusco do número de casos de pneumonia asiática em apenas um dia.

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