Surge novo remédio para combater o HPV
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quinta-feira, 09 de setembro de 1999
por Biaggio Talento 
Salvador, 10 (AE) - O combate ao Papilomavírus Humano (HPV) doença sexualmente transmissível que já infectou nove milhões de brasileiros ganhou uma nova arma.
Foi apresentado, hoje, no 12º Congresso Latino-Americano de DST, que está sendo realizado em Salvador, o remédio Rebif (interferon beta-1a recombiante) desenvolvido em Israel e Estados Unidos.
O medicamento, que ainda não tem data para chegar às farmácias brasileiras, é resultado de pesquisas no campo da bioengenharia genética. Tem uma intensa ação antiviral, conseguindo impedir a proliferação do HPV, além de provocar a regressão das lesões nas pessoas contaminadas.
Responsável pelo condiloma (mais conhecido como "crista de galo") o HPV se manifesta principalmente na vagina, colo do útero e pênis, mas atinge também áreas extra-genitais a exemplo do pulmão, amígdalas, lábios e olhos. As lesões provocadas pelo Papilomavírus podem evoluir para o câncer, especialmente no colo uterino.
Uma pesquisa realizada pela ginecologista Nadir Oyakawa, chefe do setor de laser do Hospital Pérola Byington de São Paulo
constatou que, num universo de 8.200 mulheres infectadas, 30% apresentaram lesões pré-cancerígenas e 1% estavam com câncer no colo do útero.
O grande problema no combate ao HPV é que a maioria dos pacientes não apresenta qualquer sintoma da doença. O médico Paulo Naud, presidente do congresso de Salvador, explicou que a forma mais eficiente de se combater o HPV e outras doenças sexualmente transmissíveis é um programa de visitas periódicas ao urologista e ginecologista para a realização dos dois exames disponíveis que identificam o vírus, o papanicolau (mulheres) e a peniscopia (homens).
O interferon beta-1a recombiante é usado na imunoterapia. Os outros tratamentos conhecidos são a cauterização, a quimioterapia e a cirurgia. O congresso de DST termina hoje (10).


