Surge nova cirurgia de fígado
Agência Estado
Do Rio
Uma nova técnica cirúrgica poderá dar sobrevida a portadores de câncer do fígado, uma doença até então tida como terminal. A primeira experiência foi realizada há três semanas, com sucesso, pelo médico francês Henri Bismuth. Ontem, ele contou sua experiência no XV Congresso Brasileiro de Hepatologia, que acontece no Rio. A técnica, porém, ainda não tem previsão de ser utilizada no Brasil.
A técnica é, na verdade, uma conjugação de duas outras também desenvolvidas por ele. O que o médico descobriu é que é possível utilizar fígado de pessoas doentes para ajudar pacientes terminais. Os doentes, no caso, são os portadores de paraminoidose, uma doença genética provocada pelo fígado que passa a produzir o amilóide.
Essa substância provoca destruição do sistema nervoso e do sistema digestivo, além de atrofiar os pés. Quando o doente de paraminoidose recebe um fígado novo, o seu não é mais inutilizado. Ao contrário, é duplicado e pode ser transplantado em duas pessoas que sofrem de câncer do fígado. Quando uma pessoa descobre que tem câncer no fígado, morre em no máximo seis meses, explicou o médico. Com o fígado da pessoa doente, vai desenvolver a paraminoidose, mas em 15 anos. Isso lhe dá uma sobrevida que lhe permite aguardar na fila por um fígado bom para realizar uma segunda operação.





