Suprema Corte proibe fechamento da Casa Oriente
Jerusalém, 11 (AE-AP) - A Suprema Corte de Israel proibiu hoje (11) o governo de fechar a sede da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) em Jerusalém, evitando, assim, possíveis tensões pré-eleitorais.
Pacifistas haviam pedido à Suprema Corte que bloqueasse, pelo menos até a realização das eleições, na próxima segunda-feira, a decisão do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de fechar a chamada Casa do Oriente.
Muitos analistas consideraram "eleitoreira" a atitude de Netanyahu, que está em desvantagem nas pesquisas de opinião em relação ao candidato trabalhista Ehud Barak.
A juiza Dalia Dorner estipulou um prazo de sete dias (próxima terça) para que o governo israelense e oficiais palestinos expliquem por que não chegaram a um consenso quanto à questão da Casa Oriente.
Líderes palestinos e autoridades do setor de segurança de Israel alertaram para o risco de violentos distúrbios caso os escritórios palestinos fossem fechados. Os palestinos consideram o local um símbolo de sua aspiração de transformar o setor oriental de Jerusalém na capital de seu futuro Estado.
Momentos antes de a Suprema Corte anunciar seu veredito, o prefeito de Jerusalém, Ehud Olmert, membro radical do partido Likud, de Netanyahu, surpreendeu ao exortar o primeiro-ministro a não adotar qualquer ação contra a Casa do Oriente antes das eleições.
Dirigentes da Casa do Oriente esquivaram-se de entrar com a apelação na Suprema Corte e recorreram aos ativistas para fazê-lo, supostamente porque não queriam que a atitude fosse vista como um reconhecimento da jurisdição israelense sobre toda a cidade de Jerusalém.
Israel capturou o setor oriental e árabe de Jerusalém da Jordânia na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e o anexou à sua capital.





