Suprema Corte dos EUA proíbe nudez total de dançarinas
Washington, 29 (AE-ANSA) - A Suprema Corte dos Estados Unidos ditou hoje (29) uma sentença que proíbe a nudez total de dançarinas de casas noturnas. A partir de agora, elas terão de dançar com tapa-sexo e com parte dos seios coberta.
A juíza Sandra Day OConnor, única mulher integrante da Corte
considerou que dançar nua é uma "forma de expressão" que, em certa medida, está garantida na primeira emenda da Constituição americana. Mesmo assim, segundo ela, o direito à liberdade de expressão deve ser considerado em um contexto social.
Os nove integrantes da Suprema Corte aprovaram a tese da juíza com seis votos favoráveis e três contrários. Segundo parecer dos juízes, cobrir os órgãos sexuais e parte dos seios das bailarinas não é uma forma de censura porque não suprime totalmente o efeito excitante da dança.
Ao ditar a sentença, a Suprema Corte federal anulou a decisão de seus pares do Estado da Pensilvânia, que, por sua vez, havia anulado uma sentença das autoridades da cidade de Eeire, que haviam proibido a nudez total das bailarinas.
A última decisão vale para todos os Estados Unidos. Quem desrespeitar a sentença estará cometendo um crime.





