Curitiba - O suposto mandante do assassinato do menino Gabriel Henrique Vieira, de 13 anos, entregou-se ontem à Polícia em Rio Negro (Região Metropolitana de Curitiba). Davi Moraes Mendes, 32, é padrasto do adolescente e, segundo as investigações, contratou dois homens para cometerem o crime no dia 12 de setembro, no bairro Umbará, em Curitiba.
Mendes estava escondido em Mafra (SC). Os supostos executores do garoto foram presos no dia 9 e, de acordo coma Polícia, confessaram que receberiam R$ 4 mil para matar o jovem. O corpo do estudante foi encontrado em um matagal na manhã de 12 de setembro. O crime foi cometido no percurso entre a casa de Gabriel e o Colégio Estadual Padre Claudio Morelli, onde ele estudava.
O corpo tinha sinais de perfurações no abdômen, na axila, costas e dois cortes profundos no pescoço. Apesar das evidências e dos depoimentos dos autores do assassinato, Davi nega todas as acusações.
''Ele fugiu de Curitiba a pé e estava vivendo como um andarilho, pedindo comida na rua, dormindo embaixo de pontes. E acreditamos que, por causa da pressão policial e da sua condição, ele acabou se entregando'', disse o titular da Delegacia de Homicídios (DH), Rubens Recalcatti.
Também conforme Recalcatti, o crime estava sendo planejado há algum tempo. ''O crime foi articulado há meses. Ele andava com a carteira escolar com a foto do garoto procurando alguém que pudesse matá-lo. Chegou até a fazer bilhetes que deveriam ser colocados sobre o corpo logo após o assassinato. Agora é claro que alguém que tenha cometido um crime deste não vai assumir. Provavelmente ele vai seguir negando mesmo já estando preso'', destacou o delegado.
De acordo com a Polícia, Mendes quis se livrar do garoto porque queria voltar a morar com a namorada, que é mãe de Gabriel, e o adolescente não aprovava a relação.

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