Arquivo Folha‘Estágio’Francisco Pereira, transferido para a Casa de Custódia de Taubaté, ficará sem visitas e sem banho de solUma equipe do 1º Distrito da Polícia Civil localizou no último sábado em Curitiba, Érica Cristiane Costa, 20 anos, uma das supostas vítimas do ‘‘Maníaco do Parque’’, Francisco de Assis Pereira, assassino e torturador confesso de dez mulheres na capital paulista.
Segundo o delegado Pedro do Rego Monteiro Rocha, o que era uma história trágica do desaparecimento da filha do metalúrgico Osvaldo Costa e da dona-de-casa Sueli Aparecida Generoso, acabou se transformando em um simples caso de rebeldia juvenil. O delegado Monteiro Rocha contou que Érica revelou ter decidido abandonar a vida estável de secretária e estudante de arquitetura por causa de desentendimentos familiares, fugindo para Curitiba sem deixar rastro.
Segundo a empregada doméstica da família, Edna Nunes, Érica desapareceu na manhã do dia 22 de maio no caminho entre a sua casa e o trabalho em Barueri, na Grande São Paulo. Edna contou que a família da garota entrou em desespero depois que a polícia encontrou o automóvel Escort que ela utilizava em seus deslocamentos. ‘‘A mãe emagreceu muito e chorava à toa e o pai ficou nervoso, principalmente quando um novo corpo era encontrado nos parques e ele tinha que ir identificar’’, disse.
Há cerca de 15 dias a polícia paranaense começou a receber informações de que uma das vítimas do ‘‘Maníaco do Parque’’ estava se escondendo no Paraná. Na tarde de sábado, por volta das 17h30 uma ligação anônima recebida no 1º Distrito informou que Érica estava morando em uma pensão no bairro Batel.
Ao conferir a denúncia, os policiais encontraram Érica, que em nenhum momento negou sua identidade. ‘‘Ela foi muito fria, e disse saber estar sendo apontada como uma das vítimas fatais de Francisco, mas que tinha decidido não informar nada à família para que não a encontrassem’’, disse o delegado Monteiro Rocha.
Érica foi convencida pela polícia a comparecer ao 1º Distrito, onde informou estar trabalhando há cerca de 60 dias em uma construtora em Curitiba. Por volta das 19 horas concordou em fornecer o telefone da casa de seus pais, para que fossem avisados do seu paradeiro. ‘‘Foi um momento de muita emoção, pois os pais dela acreditavam que ela estava morta’’, disse o delegado Monteiro Rocha.
Ao serem avisados, os pais de Érica decidiram vir à Curitiba se encontrar com a filha para reconhecê-la e tentar convencê-la a voltar para São Paulo. Eles chegaram à capital paranaense por volta da 1h30 de domingo e se encontraram com a filha em uma sala do 1º Distrito. Mesmo com muita insistência dos pais, Érica se negou a voltar para São Paulo, e seus pais acabaram retornando para casa sozinhos, por volta das 5h30 da manhã de ontem. Érica permanaceu em Curitiba.
Segundo a empregada doméstica da família, Edna Nunes, Érica ainda não sabe se retorna ou não para São Paulo, mas os os pais concordaram em aguardar a decisão final da garota que deve ser comunicada nospróximos dias.

mockup