Rio, 14 (AE) - Apontada como uma das principais tesoureiras do esquema de tráfico de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, Patrícia Maria Nunes da Silva, de 23 anos, foi presa hoje de manhã na favela Beira-Mar, em Duque de Caxias. A advogada de Patrícia, Vera Viana Machado dos Prazeres Santos, de 53 anos, também foi detida. Ela tentou subornar os policiais que prenderam a suposta tesoureira. Ofereceu R$ 1.500, com a promessa de entregar mais R$ 100 mil no fim da tarde.
Os policiais da 59ª Delegacia de Polícia (Duque de Caxias) foram à casa de Patrícia buscá-la para depor. Ela deveria explicar a origem de cerca de R$ 500 mil depositados em dinheiro na conta do doleiro Khaled Nawaf Aragi. Ao chegar à casa de Patrícia, os policiais descobriram que ela tinha uma linha de telefone público instalada dentro de sua casa - onde há 15 dias a polícia apreendeu três toneladas de maconha.
Patrícia foi presa pelo crime de furto com fraude. Irmã de Hernani Nunes Mendes, um dos denunciados pelo Ministério Público
Patrícia também foi indiciada no inquérito aberto na 59.ª DP para apurar lavagem de dinheiro pelo tráfico.
Os promotores da 3ª Central de Inquéritos do Ministério Público chegaram à Patrícia após a quebra do sigilo bancário das contas de 18 denunciados. A suposta tesoureira preencheu seu nome em pelo menos 10 guias bancárias para depósitos na conta da HWS Agência de Turismo, que pertence a Aragi. Os valores variavam entre R$ 20.001 e R$ 105.520. As operações totalizaram R$ 505.593,00.
Como a maior parte dos depósitos na conta de Aragi foi anônima e a lei exige que os depositantes de valores acima de R$ 10 mil sejam identificados, a polícia vai intimar caixas bancários e gerentes para saber se houve conivências de funcionários. Os depósitos foram feitos em agências do Banco do Brasil de Duque de Caxias e da Penha, na zona norte do Rio; Bradesco e Unibanco, ambos de Caxias. Os promotores identificaram ainda operações de depósitos em conta bancária em São Paulo, cujos valores foram transferidos mais tarde para a conta de Khaled, em Corumbá, em Mato Grosso do Sul.

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