Washington, 19 (AE-ANSA) - A presumível morte de John F. Kennedy Jr., membro de uma família marcada por mortes obscuras e inquietantes, desencadeou a fantasia de muitos navegantes na Internet, que começaram a difundir na rede toda espécie de hipótese sobre a queda do avião.
Um anônimo que usa o apropriado pseudônimo Conspiracy (conspiração) afirma que o pequeno avião pilotado por Kennedy Jr. foi sugado por um buraco negro, assim como teria ocorrido com o Boeing do vôo 800 da TWA - que explodiu em pleno ar há três anos. "Isso explica a dificuldade das buscas dos restos do avião", sustenta Conspiracy.
Outro, que se oculta sob o pseudônimo We the people (Nós, o povo - a primeira frase da Constituição americana), sugere que o avião foi abatido porque Kennedy Jr. estava perto de revelar o nome do assassino de seu pai.
Ainda mais específico sobre esse mesmo ponto, um certo Travis
assegurou que o jovem Kennedy recebeu há anos uma carta que só deveria ser aberta neste ano. De acordo com ele, a mensagem trazia detalhes sobre as razões que levaram ao assassinato de JFK e o nome do mandante do crime. Kennedy Jr. foi morto, segundo Travis, para que as forças ocultas que agiram em Dallas não corressem riscos.
Muitos outros navegantes da rede atribuíram a morte de Kennedy Jr. a alguma revelação sensacional a ser feita nos próximos números de sua revista, a George.
A ausência de corpos preocupa muitas das milhares de pessoas que entraram nas redes de chat nos últimos dias para trocar mensagens sobre o desaparecimento de Kennedy Jr.. "Espero que os cadáveres surjam", dizia um dos participantes desses debates. "Caso contrário, Kennedy Jr. vai tornar-se um novo Elvis Presley e sempre haverá alguém dizendo que ele ainda está vivo e o viu em algum lugar."
Mas, suposições à parte, a grande maioria das mensagens sobre Kennedy Jr. era de cidadãos que lamentavam a morte do jovem, da mulher dele Carolyn, e da irmã dela, Lauren Bessette. Centenas pediam orações em nome deles.
Nas linhas de chat da America Online, o maior movimento foi registrado no domingo, quando até 1,5 mil pessoas trocavam cerca de 60 mensagens por minuto sobre o acidente e o destino trágico da família Kennedy.

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