Brasília, 18 (AE) - Não satisfeito com a retratação do economista norteamericano Paul Krugman, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse hoje que a acusação contra o presidente indicado do Banco Central, Armínio Fraga Neto, só será suficientemente esclarecida se o megainvestidor George Soros divulgar as operações que fez no período anterior à designação de Fraga para o cargo.
Krugman afirmou - mas depois reconheceu que cometeu "um sério erro de julgamento" - que Fraga teria fornecido informações privilegiadas a seu ex-patrão Soros. O benefício teria resultado na compra de títulos brasileiros na baixa para venda uma semana depois com lucro.
Em entrevista ao "Estado", Soros admitiu abrir uma exceção e divulgar os investimentos que fez nos dias que antecederam a indicação de Fraga, se fosse preciso "remover quaisquer suspeitas".

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