Brasília, 10 (AE) - O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) apresentou agora há pouco, no plenário do Senado, o requerimento de convocação do ministro da Fazenda, Pedro Malan, para prestar esclarecimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bancos sobre: a) operações de socorro aos Bancos Marka e FonteCindam; b) indícios de vazamento de informações quando da mudança do regime cambial; c) retirada de dólares do País através do Fiex; d) Proer; e) denúncias de sonegação fiscal por parte de grandes bancos; f) operações de empréstimos irregulares
como o caso da Encol, e g) mudanças ocorridas na equipe econômica. Suplicy justifica a necessidade de convocação, afirmando que, em janeiro, quando ocorreu a disparada do dólar, o Banco Central (BC) vendeu dólares na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) abaixo das cotações que o mercado estava pagando pela moeda norte-americana, acarretando grande prejuízo aos cofres públicos. O senador diz no requerimento que as explicações até agora não esclareceram as bases legais destas operações e que o ministro da Fazenda "deve ser a pessoa com mais amplo conhecimento do funcionamento do sistema financeiro, sendo responsável pela chave do Tesouro Nacional e pela condução da política econômica brasileira. O requerimento de Suplicy terá ainda de ser apresentado à própria CPI. O passo seguinte será o presidente interino da CPI, José Roberto Arruda (PSDB-DF), encaminhar o requerimento ao relator, senador João Alberto Souza (PMDB-MA), para que este dê o parecer. O parecer é dado oralmente, levando-se em conta a estratégia do relator de investigação. Depois do parecer do relator, o requerimento vai à votação no plenário da CPI.

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